
O verdadeiro pai do Rock´n´Roll morreu segunda-feira, dia 2 de junho. Bo Diddley era muito mais blues que Chuck Berry e bem mais rock que Muddy Waters. Se foi. Merda. O pior é o arrependimento de nunca ter visto um show do Homem. Tive duas oportunidades. A primeira, em um Free Jazz que, na época, era muito caro pra mim. Nesse mesmo Free Jazz teve Little Richards e Chuck Berry na Lagoa, e os ingressos eram mais baratos pra um universitário pagar. A segunda vez foi lá em NY. Eu e Mazolinha (o sexto Tibone que, a princípio, deveria morrer de overdose para a banda ficar conhecida) fomos pros States ser padrinhos do Morango. O baixista, gaitista e produtor dessa banda, que gravou e ainda não mixou o CD novo. Pois bem, depois de uma semana de bebedeira em Manhattan, Morango foi para o Kansas, onde nos encontraríamos um dia depois. À noite, vimos Mick Taylor e soubemos que, naquele mesma casa, o Bo Diddley tocaria no dia seguinte. Mas no dia seguinte, teríamos que estar no Kansas (uma espécie de Riberirão Preto com menos Cowboys). Chegamos a cogitar ficar mais um dia em Nova York - não perderíamos o casamento, só uma festa na véspera, com as famílias dos noivos e os padrinhos. Mas os padrinhos éramos nós, então, nada de Bo Diddley. Assim, perdi a chance de ver o inventor do RNR, o guitarrista mais criativo dos anos 50. Enquanto isso, Morango, casado, pai de dois filhos e cidadão do Kansas, não mixa a porra do CD. I´ve got the blues, man.
Um comentário:
Lindo!
Ass: Bo
(nao Diddley mas Francineide).
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